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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Uma história de detetive dos primórdios

Todo mundo admite que a evolução é verdadeira até certo ponto. Inegavelmente existem variações dentro de certas espécies de animais e plantas, o que explica a existência de mais de duzentas variedades diferentes de cães, a criação de vacas que permitem melhor produção de leite e a adaptação e desenvolvimento das bactérias com imunidade contra os antibióticos. Isso é denominado “microevolução”.

Mas a teoria de Darwin vai muito além disso, insistindo que a vida começou há milhões de anos com simples criaturas unicelulares e depois desenvolveu-se através de mutações e seleção natural no vasto conjunto de vida vegetal e animal que povoa o planeta. Os seres humanos entraram em cena vindos de um mesmo ancestral comum com o macaco. Os cientistas chamam essa teoria mais controvertida de “macroevolução”.

Inicialmente, pareceu-me perturbadora a pequena quantidade de evidências fósseis para as transições entre diferentes espécies de animais. O próprio Darwin admitiu que a falta desses fósseis “é talvez a objeção mais óbvia e séria” contra a sua teoria, embora tenha confiado de maneira plena que futuras descobertas iriam prová-la.

Saltemos para 1979. David M. Raup, o curador do Museu Field de História Natural, em Chicago, afirmou o seguinte:

“Já se passaram cerca de cento e vinte anos desde Darwin e o conhecimento do registro de fósseis expandiu-se enormemente. Temos agora um quarto de milhão de espécies de fósseis, mas a situação não mudou muito [...] Temos na verdade menos exemplos de transição evolutiva que tínhamos na época de Darwin”.

O que o registro de fósseis realmente mostra é que em rochas que remontam a cerca de 570 milhões de anos ocorre o súbito aparecimento de quase todas as divisões primárias do reino animal, e elas aparecem plenamente formadas, “sem vestígio dos ancestrais evolutivos que os darwinistas reivindicam”.’ É um fenômeno que aponta mais diretamente para um Criador do que para o darwinismo.

Esse não é o único argumento contrário à evolução. No seu livro Origem das espécies, Darwin também admitiu: “Se pudesse ser demonstrado que existiu qualquer órgão complexo que não pudesse ter sido formado por numerosas, sucessivas e ligeiras modificações, então a minha teoria cairia por terra inteiramente”.

Aceitando esse desafio, o premiado livro de Behe, Darwin’s black box [A caixa preta de Darwinj, mostrou como algumas recentes descobertas bioquímicas têm encontrado numerosos exemplos exatamente desse tipo de “complexidade irredutível”.

Todavia, eu estava particularmente interessado em uma questão mais fundamental. A evolução biológica somente pode ocorrer depois de existir algum tipo de matéria viva que possa reproduzir-se e em seguida tornar-se mais complexa por meio de mutações e da sobrevivência dos mais aptos. Eu queria retroceder ainda mais e levantar a questão angular da existência humana: a origem da vida.

A origem da vida tem intrigado por séculos tanto os teólogos quanto os cientistas. “A coisa mais assombrosa para mim é a própria existência”, disse o cosmólogo Allan Sandage. “Como é que a matéria inanimada pode organizar-se para meditar em si mesma?”

Realmente, como? A teoria de Darwin pressupõe que substâncias químicas inanimadas, se dispuserem de quantidade certa de tempo e circunstâncias, podem transformar-se por si mesmas em matéria viva. Inegavelmente, essa concepção tem encontrado ampla aceitação popular ao longo dos anos. Mas existiriam dados científicos para sustentar essa convicção? Ou será que, como a evidência da comparação de cabelos no julgamento de Oklahoma, essa análise é pródiga de especulações mas carente de fatos concretos?

Sabia que, se os cientistas pudessem demonstrar de modo convincente que a vida surgiu simplesmente por intermédio de processos químicos naturais, então não haveria necessidade de Deus. Por outro lado, se as evidências apontam na outra direção para um Planejador Inteligente, então todo o castelo de cartas evolutivo de Darwin desabaria.

Essa história de detetive dos primórdios levou-me a uma viagem a Houston, Texas, onde aluguei um carro e segui pelo interior cortando fazendas de gado em direção à cidade de College Station, sede da Universidade A & M do Texas. Caminhando uma quadra a partir da escola, deparei-me com uma modesta casa de dois pavimentos. Bati na porta de um dos especialistas mais influentes de como surgiu a vida no primitivo planeta Terra.

Fonte: Extraído e adaptado de Lee Strobel, Em Defesa da Fé, Editora Vida.

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